O Shabbath é um dia de adoração estabelecido pelo Senhor desde a fundação do mundo.
RESUMO
O Shabbath é um dia de adoração estabelecido pelo Senhor desde a fundação do mundo. Um dia que marca o término da semana e a cessação do trabalho.
É um mandamento que foi escrito em pedra com a finalidade de durar para sempre e todo mandamento violado traria conseguencias para o descumpridor como: fome, peste, guerra, feras e dispersão do povo. Porém haviam promessas para os que cumprissem os mandamentos como: prosperidade e paz.
A finalidade para o mandamento é uma demostração de preocupação social e lembrança de humildade, onde os servos, servas e estrangeiros também descansariam e é o momento onde a pessoa se lembraria do dia em que o Senhor descançou após toda a obra da criação.
Deus abençoa este dia, Ele atribui uma importância especial a ele, e ao santificá-lo se refere ao processo de separação. O último ato criador de Deus não foi o homem e sim a criação de um dia de descanso para homem.
O Shabbath estava sendo guardado de qualquer jeito pelos povo de Deus e Ele não se agrada de sacrifícios de pessoas que O desobedecem e maltratam o próximo. O objetivo do descanso no Shabbath é a renovação do relacionamento com Deus e com a família. Ele também restaura corpo e mente. O Criador nos dá a cada Shabbath a oportunidade do recomeço. Ele restaura a vida em toda a sua plenitude, mente, corpo e espírito.
Para Jesus o Shabbath era um dia de cura onde as pessoas poderiam encontra alívio Nele. Jesus disse que “este dia foi feito para o homem”, foi feito para nos abençoar.
O Shabbath era uma aliança cultual realizada a cada semana e reforçava a cerca da aliança (Êxodo 31.13), a expressão “meus Shabbaths” lembra que a separação do Shabbath para cultuar o Senhor foi uma idéia dele, e não uma invenção humana e teve três atitudes específicas neste dia. Ele descansou, abençoou, e santificou.
A guimátria, é o equivalente numérico do alfabeto hebraico sendo parte integrante da forma alusiva de se interpretar a Toráh. Neste sitema pode-se perceber que o sétimo dia diminue a entropis, que é a medida de desordem de um sistema termodinamico do mundo.
Pode-se perceber uma grande afinidade do Mashiach com o número sete, seus múltiplos e o sétimo milênio. A era messiânica, é a era do repouso tão esperado pelo povo de Deus. Este descanso não é físico e sim para as almas abatidas, desanimadas. O messias é a personificação do Shabbath.
Este mandamento esta na quarta posição no decálogo. O numero quatro é geralmente considerado como símbolo da criação ou do mundo, fazendo referência aos quatro cantos da terra e à vastidão do mundo e seu apelo universal.
A construção do Tabernáculo representava um compromisso total do povo judeu com Deus. O que se vê é que qualquer tipo de trabalho que possivelmente fosse necessário para completar o Tabernáculo estava proibido no Shabbath. O Tabernáculo representava a parceria do homem com Deus para conduzir o mundo até sua meta final. Por isso em certo sentido, sua construção assemelha-se ao ato da criação de Deus e cada ato na realização desta obra, é uma categoria de trabalho proibido no dia do Shabbath.
Encontra-se nas no Novo Testamento uma série de eventos onde vê-se Jesus realizando curas, ensinando. Mostrando o verdadeiro sentido do Shabbath e dizendo que Ele veio para cumprir a Lei. Porém este “cumprir” possui dois elementos interpretativos. O primeiro inclui não apenas um elemento de descontinuidade
(aquilo que transcende a lei se realizou), o segundo traz um elemento de continuidade (aquilo que transcende a lei continua sendo o que a lei indicava).
Dentro deste contexto, terá cido a Lei abolida pela graça? Ao que se observa não! Pois a Lei e a Graça não são sistemas em oposição, mas partes integrantes do mesmo plano. Onde a graça de Deus estava no de fato desejar que a
humanidade seja redimida através do arrependimento.
Assim como o dízimo, o Shabbath tem como objetivo nos lembrar de quem foi o Criador de todas as coisas. Apesar de o Shabbath representar 1/7 das horas semanais.
O Shabbath é um dia muito especial, um dia em que o judeu descansa, deixando de lado toda a correria do dia-a-dia e recarregando as energias. Porém, o Shabbath não é somente um descanso físico, é algo muito mais profundo. Palavra hebraica adotada pela Toráh para “trabalho” foi melachá, que significa criar algo novo, mudar o destino natural de algo, como acender a luz e cozinhar. Aquele que não faz nenhuma melachá, mostra que está desligado da preocupação de procurar novidades físicas para poder meditar e pensar nos valores da vida, e nas coisas espirituais.
O próprio Deus diz: “Eu, o Senhor não mudo” (Malaquias 3.6), já o autor do livro de Hebreus diz: “Jesus é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13.8). Pedro diz às autoridades romanas. “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). A ordem do Senhor é que o povo hebreu deveria servir de exemplo para toda a humanidade que quisessem se inserir em seu meio de alguma forma.
Na carta aos Hebreus no capítulo 11 no versículo 17 temos Israel sendo representada pela oliveira cultivada, que teve alguns dos ramos cortados, para que ramos de oliveira brava, que representa os gentios, fossem enxertados no lugar deles. Aos gentios fica a dependência do alimento do mesmo tronco.
A prática do judaísmo é um sistema complexo, porém em constante
evolução. A observância dos preceitos e princípios traduz a condição de inserção do judeu no âmbito de seu povo e, por via de conseqüência, na história.
Deus pensou em criar o homem no Shabbath porque sua alma pertence à santidade do dia. Mas ele o criou no sexto dia por tratar-se de uma criatura cujo corpo físico pertence ao mundo dos animais, vegetais e minerais da terra. O ser humano de fato foi criado no sexto dia para entrar imediatamente no sétimo; era uma ponte entre seus dias seculares e o sétimo sagrado.
Um dos elementos que mais o adversário de nossas almas investiu foram as Leis de Deus. Mudando as ordens de Deus e implantando suas próprias normas.
Percebe-se pela história, uma força eclesiástica tirando do povo de Deus o Shabbath, que era um dia de adoração, para o domingo, que era um dia onde o povo se reunia para a lembrança do sacrifício de Cristo, morte e ressurreição Deus quer restaurar a prática de Seus mandamentos. O Shabbath não foi abolido das Tábuas da Lei e deve ser guardado, assim como Jesus o guardava não recheado de ritos e legalismo, mas com a prática do amor e da misericórdia.
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